26 de Outubro de 2021

Cláudia Ferreira, de 45 anos, ficou 39 dias internada em Brasília em decorrência das complicações do coronavírus, e isso a deixou com fadiga crônica, falta de ar e tremores. É importante dizer que as sequelas respiratórias afetam não só as pessoas internadas, casos mais leves também afetam o corpo e precisam ser investigados por profissionais.

A fisioterapeuta Rosângela Porto dos Santos, que atua na reabilitação pós-covid do Hospital Regional do Guará, em Brasília, explica que o trabalho com pacientes como Cláudia, que apresentam sequelas após a covid-19, envolve uma série de exercícios para ajudar nessa fase de recuperação.

“Antes de chegar aqui, o paciente deve passar pela avaliação médica. Por exemplo, alguém com comprometimento cardíaco grave, eu não posso colocar na bicicleta, não posso usar determinadas cargas. É o médico que vai dizer se a pessoa está liberada ou não para atividade física. Nem todo mundo está liberado inicialmente para fazer fisioterapia”, esclarece.

Quando o paciente chega para a reabilitação pós-covid, após ter passado pela avaliação médica, a fisioterapeuta faz uma primeira consulta para entender o caso e a necessidade do tratamento.

“Utilizamos um protocolo de avaliação, no qual levantamos quais foram as principais sequelas. Além disso, fazemos testes motores, verificamos se há paralisia, entre outros pontos. A partir disso, é elaborado um programa de tratamento. Nele, temos alguns exercícios básicos, mas podemos acrescentar outros individuais a depender da necessidade de cada paciente”, relata Rosângela.

A duração do tratamento varia de seis semanas a três meses a depender da sequela. 

Fonte: Agência Brasília